quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2016

"A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga... a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé."

"Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38)."

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

QUARTA-FEIRA DE CINZAS INÍCIO DA QUARESMA

MISSA DAS CINZAS
16h00 e 21h30, Capela de S. Martinho 
NO ANO DA MISERICÓRDIA, 
vem acolher no teu coração, desde o início da QUARESMA, 
o perdão, a graça e a misericórdia de Deus... 
que depois distribuirás segundo a tua própria generosidade. - FD 985

5º Ciclo de CONVERSAS AMPLAS - OBRIGADO!

Ficam palavras de gratidão a todos os que tornaram possível mais um Ciclo de Conversas Amplas: À Junta de Freguesia de Vilar do Paraíso e Mafamude, à Câmara Municipal de Gaia e Auditório Municipal; aos nossas conferencistas; às coletividades que nos receberam: Parentes, Academia de Música, Dramático e Acrav; à Ir. Maria Amélia Costa e Rui Pinto, ao grupo de animação da Acrav; às empresas 2You do Pedro Nobre e Foto Martinho; à fl orista Otília Silva e ao nosso pintor Gauiense Júlio Costa; ainda, da paróquia, muito agradecemos ao Nuno Martins e Pedro Lima e aos casais da equipa da Pastoral da Família: Mónica/António, Carla/Helder, Luisa /Pimenta, Susana /Ricardo e Denize/Zé Manel. Que Deus a todos ajude! Vamos ao 6º CCA! 
 
 
 
 
 

DEIXANDO AS REDES E O PAI...

Deixando as redes e o pai, seguiram Jesus

Obras do Senhor, bendizei o Senhor,
Louvai-O e exaltai-O para sempre
Céus, bendizei o Senhor
Anjos do Senhor, bendizei o Senhor


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

5º CICLO DE CONVERSAS AMPLAS: último painel de convidados

5.ª Conversa com:
Filomena Bernardo;  João Armando Gonçalves; 
Ricardo Alves Ribeiro e  Faustino Vaz
Nesta última “Conversa”, em que o casal Denise e Zé, apresentou o painel de quatro pessoas, cada uma com a sua história, o seu percurso, a sua identidade…todas com um testemunho de vida vivida com intensidade e por inteiro, conferiu-lhe uma riqueza acrescida, pois qualquer um dos testemunhos daria, com certeza, uma conversa extensa.
Sendo o tema do Ciclo deste ano “identidade e realização pessoal”, não deixou de ser interessante ficar para a última sessão exatamente a tentativa da definição do que é, afinal, a identidade pessoal ou o que é que nos confere essa identidade.
Em filosofia – explicava-nos o professor Dr. Faustino Vaz – nos últimos três séculos tem-se vindo a discutir a nossa identidade pessoal. O que preserva a nossa identidade, de molde a que hoje seja e me identifique(m) como a pessoa que era.
E, para melhor compreendermos este pensamento do que é que nos faz sermos os mesmos hoje, o professor levou-nos a viajar na imaginação e pensar no barco de madeira do pescador que se vai deteriorando com o tempo, que o pescador vai conservando e substituindo as tábuas e um seu vizinho, também ele pescador, vai juntando essas tábuas velhas, consertando-as e com elas construindo um barco. Um dia, encontram-se no mar os dois pescadores, cada um com o seu barco, pergunta-se qual dos dois é o barco original?
A ciência explica que o nosso corpo, de cinco em cinco anos, se renova e os átomos de que as células são compostas são novos. Então, o que é que mantém a nossa identidade pessoal? A matéria do corpo parece não ser, então, essencial para essa identificação.
Há algumas teorias que vão ensaiando a explicação para essa identidade. São elas a teoria da alma, segundo a qual o que determina a nossa identidade pessoal, o ingrediente que nos dá a identidade ou que nos identifica é a alma, enquanto unidade indivisível. 
Outra teoria é a de que eu sou hoje a mesma pessoa que fui porque tenho continuidade corporal.
Outra teoria explica que a nossa identidade está na continuidade mental e há ainda uma outra que, baseada na evolução tecnológica que permite perceber melhor o funcionamento orgânico do nosso corpo, explica que não há uma continuidade que nos identifica. Somos, afinal, uma coleção de itens mentais organizados e nada mais, não havendo unidade por trás deles.
Independentemente da teoria que possa explicar o que confere a identidade pessoal, pensa-se que esta existe e se estivermos muito preocupados com essa identidade, então não fazemos grandes coisas, mas se, pelo contrário, não tivermos essa preocupação tornamo-nos mais benevolentes para com os outros e capazes de grandes causas. 
Após esta pequena “lição” de filosofia, dada pelo moderador do painel, os restantes intervenientes partilharam cada um a sua história de vida. 
 
 João Armando Gonçalves, presidente do comité mundial do escutismo começou por contar a história da Rita que, depois de uma entrevista de emprego, lhe ligou para dizer que fora capaz naquela entrevista de falar que tinha capacidade para liderar, para gerir projetos e para muitas outras coisas. E foi capaz porque o aprendeu no escutismo. 
Esse momento marcou-o porque o escutismo é um movimento de educação não formal, onde se aprende a ultrapassar obstáculos, a resolver problemas, a “dar a volta” quando alguma coisa corre mal, sempre num ambiente de aprendizagem onde se pode experimentar e errar. É como um campo de jogos, com algumas regras, onde se joga, se perde e se ganha sem medo de errar. E quando há experiências de impacto pessoal positivo, essas experiências deixam marcas para toda a vida. 
Na construção da identidade, o escutismo proporciona também experiências espirituais. Há um lastro que o escutismo consegue construir e em cima desse lastro continuará a “edificação”, porque somos seres em construção.
Filomena Bernardo, animadora social, partilhou connosco a sua história de vida com doença crónica. Vida que ela considera que, a partir do diagnóstico da sua doença, aos 33 anos, é que passou a ser vivida por inteiro. A sua história fez-nos sentir pequenos, pois o que poderíamos considerar a sua fragilidade era, afinal, a sua força, o móbil da sua entrega e da vivência com sentido. Como ela dizia, referindo-se a muitos doentes com doença crónica, como guerreiros, “Nós não somos doentes, doentes são muitos que por aí andam e que nunca foram ao médico”.
Desde o diagnóstico do cancro da mama, aos 33 anos, passando por um AVC, um aneurisma e outros problemas, tendo realizado já 17 intervenções cirúrgicas, fê-la questionar-se sobre o que tinha feito de bom até ali. Então, a partir dos 33 anos passou a fazer catequese, eventos de solidariedade e muitas outras coisas.
Acredita em primeiro lugar em Deus, depois em si e depois nos médicos.
A construção da identidade tem de ser feita em complemento com outro tipo de educação. A sua vida estava agora centrada em causas e não nos seus interesses.
O Ricardo Alves Ribeiro, que revelou uma grande coragem ao aceitar este convite, tendo em conta que grande parte das pessoas presentes o conhecia, mas mesmo assim quis partilhar a sua história de vida, marcada por um percurso de avanços e recuos. A partir do momento em que se questionou na sua identidade e assumiu que havia problemas a resolver, encontrou caminhos a percorrer que podem levar a outros lugares onde a realização pessoal pode acontecer. 
E são esses caminhos que ele percorre agora, com metas a atingir, a esperança a renascer para uma vida com realização pessoal, rumo à felicidade.
Se fosse necessário tecer uma pequeníssima urdidura com os fios daquelas experiências de vida, atrevíamo-nos a dizer:
1.  “Quem sou eu?” É uma questão crucial que todos se colocam; 
2.  A identidade constrói-se na educação;
3. A questão da identidade coloca-se com mais acuidade nas situações mais difíceis, de maior sofrimento;
4. Quando nos colocamos a questão da identidade, temos a iniciativa da ação;
5. A felicidade encontra-se nos momentos em que colocamos o acento tónico na benevolência com os outros e não nos nossos interesses;
6. A questão de Deus está sempre presente nos caminhos da felicidade.
 
Bem hajam pelos vossos testemunhos, pela vossa partilha de experiências, porque preenchem de esperança as nossas e ajudam a reduzir a dimensão dos “problemas” da vida de alguns de nós.
03.02.2016
Agradecimentos:
Equipa da Pastoral da Família
Grupo Dramático de Vilar do Paraíso
União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso
Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
FotoMartinhoValadares
Pedro Nobre  www.cca.2you.pt/

sábado, 6 de fevereiro de 2016

DOMINGO V DO TEMPO COMUM - Ano C

SALMO RESPONSORIALSalmo 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5.7c-8 (R. 1c) 
Refrão: Na presença dos Anjos, eu Vos louvarei, Senhor.

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças, 
porque ouvistes as palavras da minha boca. 
Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar 
e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

Hei-de louvar o vosso nome 
pela vossa bondade e fidelidade, 
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome 
e a vossa promessa. 
Quando Vos invoquei, me respondestes, 
aumentastes a fortaleza da minha alma.

Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor, 
quando ouvirem as palavras da vossa boca. 
Celebrarão os caminhos do Senhor, 
porque é grande a glória do Senhor.

A vossa mão direita me salvará, 
o Senhor completará o que em meu auxílio começou. 
Senhor, a vossa bondade é eterna, 
não abandoneis a obra das vossas mãos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

FESTA DE CARNAVAL, quase a chegar!


Lembramos que amanhã, sábado, 6 de fevereiro, 22h00, temos a Festa de Carnaval no Centro Paroquial. É organizada pela catequese e para todas as idades. 
Com máscara ou sem ela venha divertir-se!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

FEVEREIRO QUE CHEGA...

O Calendário Jovem 
dos Missionários da Boa Nova traz-nos Fevereiro com a frase: 
"O AMOR É QUANDO A GENTE MORA UM NO OUTRO",
e a contra capa da Revista BOA NOVA
lembra-nos as OBRAS DE MISERICÓRDIA.

ENCERRAMENTO DO ANO DA VIDA CONSAGRADA: Quando 1 é maior que 99...


A descoberta foi feita por uma aluna do curso de Economia da Universidade Nova de Lisboa e a conclusão levou-a para um convento de clausura: no Evangelho, 1 é mais do que 99.
Rita Maria de Assis tem 22 anos, é noviça da Ordem de Santa Clara (Clarissas) e está há dois anos no Mosteiro do Imaculado Coração de Maria em Lisboa.
Estudou economia, esteve seis meses fora do país no programa Erasmus, mas não encontrava resposta para algumas equações.
“Quando Deus larga as 99 ovelhas para ir à procura de uma que está perdida, então como é que um vale mais do que 99?”, questiona.

ENCERRAMENTO DO 5º CICLO DE CONVERSAS AMPLAS

É na próxima sexta-feira, 21h30
Auditório Municipal de Gaia
Uma noite de música, 
teatro e variedades a não perder!

FÁTIMA: A CAMINHO DO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES

O reitor do Santuário de Fátima disse em entrevista à Agência ECCLESIA que vai ser criado no recinto o ‘Pórtico do Centenário’, onde passarão as ‘Peregrinações Jubilares’ que assinalam o centenário das aparições.
O que vai marcar estes dois anos, sobretudo 2017, são as ‘Peregrinações Jubilares’ para os peregrinos que querem celebrar festivamente connosco o centenário das aparições”, disse o padre Carlos Cabecinhas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

CATEQUESE DO 1º ANO

O primeiro ano falou nas três últimas catequeses de “um menino chamado Jesus”, em que Jesus é apresentado, em primeiro lugar, como um menino que cresce em estatura, em sabedoria e graça: que ama, e é obediente aos seus pais, de modo especial o seu Pai do Céu. Após este contacto com Jesus, as crianças são levadas a vê-lo como o grande Amigo, que nos ama, até dar a vida por nós, e nos revela o modo de comunicar com Ele e O amar. 
 
 Aproxima-se a quaresma tempo de reflexão. Como seria bom que nós adultos imitássemos verdadeiramente Jesus crescendo em sabedoria, estatura e principalmente em Graça.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

5º CICLO DE CONVERSAS AMPLAS - 5ª CONVERSA

3 de Fevereiro, 21h30 
- No Grupo Dramático de Vilar do Paraíso -
Estamos na recta final do 5º Ciclo de Conversas Amplas, e convém não perder este 5º Painel. Lembramos ainda que a sessão final será na próxima sexta-feira, dia 5 de Fevereiro, no Auditório Municipal de Gaia, em que vamos ter o prazer de escutar a voz da Irmã Maria Amélia, cujas músicas alegram muitas das nossas celebrações. Se ainda não adquiriu bilhete não demore, pois esperamos por si!

CICLO DE CONVERSAS AMPLAS

4ª CONVERSA 
(com o nosso bispo Sr. D. António Francisco dos Santos)
No passado dia 29 de janeiro, D. António Francisco começou a sua intervenção por saudar, em primeiro lugar, a recente nomeação do bispo D. António Augusto Azevedo, que foi pároco da nossa freguesia, e também os missionários da Boa Nova e ainda saudar a iniciativa e criatividade destes ciclos de conversas amplas que a pastoral familiar tem promovido na nossa paróquia de Vilar do Paraíso.
De seguida, deu-nos o privilégio de falar do seu percurso de vida, revisitando em memórias a sua infância e juventude. A sua terra natal – freguesia de Tendais, em Cinfães do Douro – a escola, a casa, os sabores, os odores, a igreja, o colégio, o seminário de Lamego…enfim, toda a sua caminhada até chegar aqui tão perto de nós. Para ele, a vida só tem sentido quando é uma vida partilhada, dada por inteiro… 
Tivemos, pois, naquela noite, o privilégio de conhecer o nosso bispo assim face a face, estando em comunhão com ele na partilha da sua história.
Filho e neto de emigrantes, no Brasil, D. António Francisco cresceu longe do pai, educado pela mãe e avós, numa família cristã onde se rezava o terço todos os dias. Ainda criança adormecia durante a oração do terço e, acordado por sua mãe, o avô dizia” deixa dormir o menino”. Sabia o seu avô que não há melhor forma de adormecer do que rezando e dormindo também se reza.
Recorda a infância passada na sua terra situada entre a serra e o rio, onde existiam então muitas famílias e muitas crianças. Havia cinco escolas e a mais próxima da sua casa distava cerca de uma hora de caminho. Teve uma infância feliz, gostou muito da escola e a única tristeza foi ter sido o único rapaz a prosseguir os estudos.
Os seus pais desejavam muito que estudasse para ter uma profissão com futuro e, assim, depois de dez anos passados na aldeia, iniciou-se uma segunda etapa da sua vida. Porém, o projeto que Deus tinha para si não era o mesmo dos pais. Ainda na primária, um dia numa redação escreveu que queria ser padre e a professora chamou-o e queria que ele lesse a redação para a turma, mas ele respondeu-lhe que era segredo, nem à mãe ele havia contado. A professora insistiu que lesse porque era uma coisa boa para ele e para todos e que iria ela contar à mãe. Perante a reação da professora ele percebeu na alegria dela que deveria ser realmente uma coisa boa. Como prometera, a professora contou a sua mãe que, tratando-se do seu único filho, recebeu a notícia com desconfiança. Escreveu ao pai contando do seu desejo de ser padre e ir para o seminário ao que o pai respondeu “deixa-o ir que ele depois muda de ideias”.
Já no seminário, sempre que vinha de férias sua mãe perguntava: “Ainda voltas?”
Sempre voltou e terminou…. Dos seus colegas muitos desistiram e chegaram ao fim muito poucos.
A sua formação é contemporânea do maio de 68, em França, e do concílio Vaticano II e dos movimentos que dele resultaram.
A felicidade e o bem não estão em fazer o que achamos bem, mas em fazer o que está bem…
Quando a sua mãe adoeceu esteve internada durante 9 meses, perdeu grande parte das suas capacidades, nomeadamente deixou de falar, tendo posteriormente recuperado. Passados 12 anos teve uma recaída, ficando desde então acamada.
Como filho único tinha o sentido da missão, sabia que queria estar aí ao lado da sua mãe na doença. Falou com o seu bispo e decidiu ficar a viver com ela. Ela demonstrou a sua disponibilidade para ir para um lar. Ele sabia que ela o demonstrava para não perturbar a sua missão de padre, mas nunca lá a colocou.
O sentido da missão consiste em procurar, descobrir, abraçar, deixar-se seduzir pelo projeto de Deus. A missão de serviço aos outros, o sentido do bem que as pessoas querem realizar, vidas dadas por inteiro. A realização pessoal passa sempre pelo serviço aos outros. Ser um olhar sereno que ajude a encontrar serenidade, poder ir ao encontro numa vida gasta e desgasta ao serviço dos outros. Tantas pessoas que vão ao encontro dos outros num mundo tão policêntrico… 
A chave desta vida de entrega são as Bem-Aventuranças.
Uma frase que ajuda à sua realização é que “gosta de partir de manhã com alegria e regressar com gratidão”.
Depois de sair da sua terra e de fazer os seus estudos foi estando em diversos sítios. “Onde nos plantamos é que temos de florir e frutificar”. Mas voltar à nascente, à família, à escola, à terra faz bem! É bom!...
Recorda a oração diária do terço e a oração da sua mãe a N.ª Sr.ª: “Mãe Tu tudo podes porque és mãe de Deus e tudo deves porque és minha mãe”. O espírito orante da sua mãe teve repercussão na sua vida. A oração é a melhor alavanca para superar os obstáculos. Citando alguém: “Reza como se tudo dependesse de Deus e trabalha como se tudo dependesse de ti “. 
Orar e pedir a Deus que nos dê luz para ver o caminho e coragem para decidir o caminho. Deus não nos pede o que é fácil, mas antes o que é necessário.
Referiu ainda que muito aprendeu com o bispo D. António Baltasar Marcelino cujo lema era: “Quem quer o que Deus quer tem tudo quanto quer.”
Duma forma muito serena, muito fluída, assim o orador nos foi mostrando a tela da sua vida em que cada etapa foi encarada com essa entrega de quem só encontra sentido para a vida quando a parte e reparte, gasta e desgasta por inteiro, ao serviço dos outros com a alegria de quem tem o Evangelho por bússola e a vontade de Deus por projeto.
Um belo quadro, que podemos dizer se completou com a afabilidade das respostas às perguntas da assembleia. E assim terminou a noite, com a comunidade paroquial mais enriquecida, mais irmanada, mais próxima, mais em comunhão com os seus pastores. Doravante quando ao domingo rezarmos pelo nosso bispo António Francisco, com certeza a nossa oração será mais fecunda, porque mais do coração. O nosso Ámen será mais sentido…
Agradecimentos:
Equipa da Pastoral da Família
União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso
Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
FotoMartinhoValadares
Pedro Nobre  www.cca.2you.pt/